Simples Nacional em 2026: o que realmente muda para as empresas?

Simples Nacional em 2026: o que realmente muda para as empresas?

Nos últimos meses, muitos empreendedores têm se preocupado com os impactos da Reforma Tributária no Simples Nacional. Afinal, com tantas informações circulando, é natural surgirem dúvidas sobre o que será alterado — e principalmente, quando essas mudanças começam a valer.

A boa notícia é: empresas do Simples Nacional podem ficar tranquilas.
As regras atuais permanecem válidas durante todo o ano de 2026, sem qualquer alteração na forma de cálculo, no DAS ou nas alíquotas vigentes.

Mas, a partir de 2027, os empreendedores poderão escolher entre dois caminhos. A seguir, explicamos de forma simples e objetiva o que muda, como funciona cada opção e o que as empresas precisam acompanhar desde já.

O que continua igual em 2026?

Todo o funcionamento do Simples Nacional permanece o mesmo:

  • Emissão do DAS unificado
  • Regras de cálculo e anexos
  • Limite de faturamento
  • Obrigações acessórias
  • Contribuições incluídas hoje na guia

Ou seja: nenhuma empresa do Simples terá mudanças tributárias em 2026.

Fonte: Instagram Oficial da Receita Federal

O que muda em 2027?

A partir de 2027, entra em vigor a etapa principal da Reforma Tributária sobre o consumo — que substitui alguns tributos atuais por dois novos impostos: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços – federal) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços – estadual e municipal).

E para quem está no Simples Nacional, haverá duas opções:

🔹 1. Permanecer no Simples como ele é hoje

Essa opção mantém:

  • O DAS único
  • O cálculo atual por faixas e anexos
  • A simplicidade no recolhimento

Essa escolha é ideal para empresas que valorizam a praticidade, o baixo custo de conformidade e a segurança tributária.

🔹 2. Utilizar créditos e recolher CBS e IBS fora do Simples

Aqui, a empresa continua no Simples, porém poderá recolher:

  • CBS
  • IBS

fora da guia DAS.
Por outro lado, poderá aproveitar créditos desses tributos — algo muito relevante para:

  • empresas que compram insumos com frequência,
  • prestadores de serviços que trabalham com cadeia produtiva longa,
  • empresas que desejam aproveitar créditos para reduzir carga tributária.

Mesmo escolhendo esse modelo, a empresa ainda mantém no Simples:
✔ Contribuição Previdenciária
✔ IRPJ
✔ CSLL
✔ IPI (quando aplicável)

Ou seja: o Simples não acaba — ele apenas ganha uma nova forma de adesão, com possibilidade de economia tributária estratégica.

Por que a Reforma Tributária está trazendo essas novidades?

O objetivo principal é simplificar e modernizar o sistema brasileiro de tributos sobre consumo.

Em resumo:

Saem:

  • PIS
  • Cofins
  • ICMS
  • ISS
  • Parte do IPI

Entram:

  • CBS (tributo federal unificado)
  • IBS (tributo estadual/municipal unificado)

Essa mudança busca combater a complexidade atual e criar um sistema mais simples, transparente e justo.

E o que as empresas devem fazer agora?

Por enquanto: acompanhar as atualizações e se planejar.

Não há nenhuma ação obrigatória para 2026. Porém, o entendimento das opções para 2027 será essencial para decidir qual modelo terá melhor custo-benefício.

Cada empresa terá um cenário diferente — e uma análise tributária será indispensável para identificar o regime mais vantajoso.

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